Síndrome urogenital

 Em menopausadas

SÍNDROME UROGENITAL

o que é, causas, sintomas e tratamento

Síndrome Urogenital, popularmente conhecida como Atrofia Vulvovaginal e anteriormente chamada de Síndrome Genitourinária da Menopausa (GSM), é uma das diversas condições que acometem a mulher ao longo da pré e pós-menopausa.

A síndrome é um conjunto de mudanças vulvar, vaginal e nos tecidos do assoalho pélvico, bexiga e uretra e pode chegar a refletir até na libido sexual da mulher.

A menopausa é um processo natural que marca o fim da fase fértil da mulher, ou seja, o último ciclo menstrual e o período em que ela pode engravidar.

A seguir, você confere um pouco mais sobre a condição, como identificá-la e tratamentos disponíveis atualmente.

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O que é e o que causa a Síndrome Urogenital?

Como vimos acima, a Síndrome Urogenital é um dos sintomas mais recorrentes em mulheres no período da menopausa e compreende o sistema urinário e genital. A condição está ligada, assim como outros sintomas característicos dessa fase, à queda expressiva da produção de estrogênio (hipoestrogenismo), hormônio responsável, entre outras coisas, pela regulação de alguns processos do organismo, lubrificação vaginal e saúde dos tecidos da região íntima feminina.

Essa queda na produção do hormônio pelos óvulos pode causar, além da Síndrome Urogenital, fogachos (calores), instabilidade emocional, com episódios de ansiedade e de depressão, comprometimento da saúde dos ossos (osteoporose), suores noturnos, entre outros.

Diagnóstico e sintomas de Síndrome Urogenital

Os sintomas de Síndrome Urogenital se manifestam tanto no trato urinário quanto na região vaginal da mulher e causam diversos desconfortos que podem ser classificados como moderados e leves. São eles:

  • Ressecamento (falta de lubrificação), sensibilidade e irritação na região genital feminina;
  • Desconforto urinários e nas relações sexuais;
  • Ressecamento, e, consequentemente, perda de elasticidade, inflamação e afinamento dos tecidos da região íntima;
  • Instabilidade no pH vaginal (o ideal é que fique entre 3,8 e 4,5, ou seja, ácido);
  • Infecções no trato urinário;
  • Incontinência urinária, ou seja, perda do controle da urina;
  • Bexiga caída.

O diagnóstico da condição pode ser feito por uma ginecologista em uma avaliação clínica e leva em consideração os relatos dos sintomas manifestados pela paciente antes de prescrever o tratamento.

Riscos da Síndrome Urogenital

A falta de lubrificação e os problemas causados por ela, como vimos acima, deixam a região genital e o trato urinário da mulher vulnerável a diversas infecções bacterianas. Isso porque, com a sensibilidade da região e a alteração constante do pH íntimo, os vírus e bactérias maléficas tendem a encontrar um ambiente propício para se proliferarem. Além disso, a condição tende a progredir quando não bem tratada e acompanhada por um (a) profissional médico (a).

Vírus, como o do HPV (Papiloma Vírus Humano) e condições como vulvovaginite (causada por bactérias e vírus), candidíase e doenças sexualmente transmissíveis também são algumas das doenças que podem acometer a mulher com diagnóstico de Síndrome Urogenital sem tratamento adequado.

Tratamentos para Síndrome Urogenital

Laser de CO2 íntimo

O tratamento com laser íntimo é recomendado para as pacientes que, mesmo com tratamento de reposição hormonal oral ou com o uso de géis enriquecidos com progesterona ou outros ativos, continuam manifestando a falta de lubrificação na região íntima.

Quando aplicado no local, o tratamento estimula a produção de colágeno e, consequentemente, a lubrificação e a irrigação vascular na região. Em alguns casos, inclusive, pode ser suficiente para dispensar o uso de lubrificantes ou hidratantes íntimos no dia a dia. É ideal também para mulheres que possuem alguma restrição com relação ao uso de reposição hormonal oral.

Hidratantes e lubrificantes íntimos

Tanto os hidratantes quanto os lubrificantes íntimos podem ser usados, mas não tratam a condição ou melhoram-a a longo prazo. Isso porque ambos só ajudam a diminuir o desconforto na relação sexual ou no alívio dos sintomas, como secura, ao longo do período em que estão sobre a pele da mulher.

Terapia de reposição hormonal tópica (transdérmica)

O uso de géis ou cremes de uso tópico, ou seja, com aplicação na região íntima, tende a ser a primeira tentativa no tratamento da Síndrome Urogenital. Em grande parte dos casos, ajuda a estimular a lubrificação por meio de hormônios sintéticos presentes na formulação. Esse tratamento é ideal para mulheres que manifestam poucos sintomas, inclusive o ressecamento íntimo, e que, por conta de restrições, não podem utilizar a reposição hormonal oral. Também pode ser recomendada como complemento a outros tratamentos caso haja necessidade.

Terapia de reposição hormonal

(sistêmico : implante ou oral)

A terapia de reposição hormonal por implantes ou medicamentos orais enriquecidos com progesterona, estrogênio ou a combinação de ambos os hormônios, têm como objetivo equilibrar a função hormonal da paciente e amenizar sintomas moderados e graves característicos da menopausa, como é o caso da Síndrome Urogenital.

É recomendada quando a mulher manifesta diversos os sintomas manifestados e quando a paciente não possui qualquer contraindicação para esse tipo de tratamento.

Como se sabe, para alguns grupos, esse tipo de terapia pode ser nociva à saúde, especialmente para pacientes com histórico ou diagnóstico de câncer de mama e no endométrio. Isso reforça, portanto, a importância de consultar um (a) médico (a) e de seguir à risca todas as orientações recomendadas por ele (a).

Moduladores Seletivos do Receptor Estrogênico (SERMs)

Os SERMs são medicamentos bloqueadores e ativadores da ação hormonal e muito conhecidos por sua ação sobre a Síndrome Urogenital. Podem ser recomendados pelo (a) médico para auxiliar no tratamento do ressecamento íntimo e equilibrar o pH vaginal da mulher que, como vimos anteriormente, tende a oscilar muito nesse período.

Promestrieno

Estrogênio sintético, o Promestrieno é um dos tratamentos mais seguros segundo os especialistas. Isso porque, por ser de uso tópico, age diretamente na mucosa vaginal, é minimamente absorvido pelo organismo todo (não é sistêmico) e atua muito bem nos sintomas relacionados à Síndrome Urogenital.

Age equilibrando o pH vaginal, apresenta poucos sintomas adversos e não estimula o endométrio. Alguns estudos sugerem, inclusive, que o Promestrieno é seguro para mulheres diagnosticadas com câncer. Mas o recomendado é que você confirme com seu médico para que ele analise seu quadro atual.

Atenção: Cada um desses tratamentos são prescritos levando em consideração o grau de gravidade dos sintomas, o histórico médico da paciente e suas necessidades atuais. Não existe um tratamento universal, até porque cada mulher manifesta sintomas diferentes e possui um organismo diferente.

Já sobre o tempo de tratamento, alguns possuem um tempo limite de administração a fim de não causar danos à saúde da mulher. Portanto, mantenha o tratamento pelo tempo recomendado pelo (a) seu (a) médico (a) e não suspenda-o sem o consentimento do (a) profissional.

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