Osteoporose na menopausa

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A perda óssea é uma das várias condições que acometem a mulher ao longo da menopausa, período que marca o fim do período fértil. Entre os principais grupos de risco para essa complicação estão mulheres com histórico familiar e índice de massa corporal não adequado para seu peso e altura, que ingerem pouco cálcio em suas refeições diárias e que possuem maus hábitos, como sedentarismo, alcoolismo e tabagismo.

Apesar de ser inevitável, pois a perda óssea é um processo natural do organismo, é possível, desde cedo, adotar hábitos que ajudam a diminuir drasticamente suas complicações e sintomas.

Para saber quais são esses hábitos e outras informações relevantes sobre o tema, como o que causa, sintomas e tratamentos, continue acompanhando o artigo.

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Osteoporose na menopausa : o que causa, como diagnosticar e tratamentos da perda óssea nas mulheres

Clínica especializada em Climatério e Menopausa

A menopausa influencia na perda óssea? Por quê?

A perda óssea na mulher é desencadeada, principalmente, na menopausa, período em que a baixa produção de estrógeno (hipoestrogenismo), acontece. O estrogênio é um hormônio produzido pelos ovários e que é responsável, entre outras coisas, pela proteção e fortalecimento dos ossos.

Além de predispor a condição, esse desequilíbrio hormonal e natural causa uma série de complicações e sintomas como fogachos (ondas de calor), instabilidade emocional, síndrome urogenital (secura vaginal), entre outros.

Portanto, a estrutura óssea é uma das várias estruturas acometidas por esse processo, influenciando assim no surgimento da osteoporose.

A osteoporose é uma doença que causa perda da densidade óssea, deterioração do tecido ósseo e que, consequentemente, fragiliza e desencadeia dores e fraturas constantes em diversas regiões do corpo.

Quais são os sintomas de perda óssea?

Fraturas recorrentes, ou seja, uma atrás da outra, em diversas regiões do corpo e dores nos ossos são alguns dos sintomas mais característicos de perda óssea, ou seja, osteoporose.

Se você possui mais de 50 anos e se identificou com os sintomas descritos acima, procure o quanto antes uma médica. Quanto mais cedo a complicação for identificada, maiores são as chances de o tratamento ser bem sucedido.

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Como é feito o diagnóstico de perda óssea na menopausa?

Além de analisar os sintomas manifestados pela paciente, especialmente fraturas frequentes ou mais recentes e dor nos ossos, a médica pode recomendar exames para avaliar a densidade óssea, como a absormetria. O exame é um raio-x com baixa quantidade de radiação que avalia pode complementar a avaliação da profissional.

O exame de densitometria óssea, considerado de referência, também é uma das alternativas para diagnosticar a osteoporose. Isso porque ele é capaz de mostrar a densidade óssea da paciente.

Tratamentos para perda óssea na menopausa

O tratamento para perda óssea varia de acordo com o estado atual e necessidade atual da paciente. Portanto, para cada caso, a médica deve avaliar os sintomas manifestados, o grau de gravidade e histórico médico para receitar um tratamento. A seguir, você confere alguns dos principais e comumente recomendados:

Terapia de reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal (TRH) é recomendada quando não há qualquer tipo de contraindicação para seu uso, como histórico anterior ou diagnóstico de câncer de mama e do endométrio, entre outros.

Esse tipo de tratamento repõe o hormônio estrogênio, que tem sua produção drasticamente afetada com o processo da menopausa e que, consequentemente, compromete a saúde dos ossos. Além de ajudar a tratar a condição, ela também alivia sintomas característicos da menopausa, como calores, instabilidade emocional, entre outros.

Bifosfonatos

Os medicamentos bifosfonatos também podem ser prescritos a fim de tratar a perda óssea na menopausa tanto em pacientes lesionados quanto na sem fraturas anteriores. Eles aumentam a densidade óssea em algumas das regiões comumente acometidas pela condição, como fêmur e coluna. 

Os sintomas adversos causados pelo fármacos são leves, e se resumem, basicamente, a desconfortos gastrointestinais. Pode ser uma opção à mulheres que possuem alguma contraindicação para a TRH (terapia de reposição hormonal).

Moduladores seletivos de receptores de estrogênio

Esse tipo de medicamento também é uma alternativa medicamentosa a mulheres com restrições ao uso de fármacos de reposição hormonal. Ele estimula a densidade óssea e, consequentemente, previne fraturas tanto em mulheres com ou sem histórico de fratura.

Assim como os tratamentos citados acima, os moduladores seletivos de receptores de estrogênio possuem contraindicações, portanto, consulte sua médica.

Suplementação

Em alguns casos, a suplementação de cálcio pode complementar o tratamento contra a perda óssea na menopausa. A quantidade diária varia de acordo com as necessidades da paciente e os comprimidos devem ser ingeridos após as refeições ou conforme as orientações da sua médica. Caso haja baixa quantidade de vitamina D no organismo da paciente, a médica pode prescrever também um suplemento de vitamina D para complementar o tratamento.

Jamais inicie a suplementação sem prescrição médica. Assim como a hipovitaminose (baixa quantidade de vitaminas e minerais no organismo), e hipervitaminose (alta quantidade de vitamina e minerais no organismo) também é nociva à saúde.

Atividade física

Além do tratamento medicamentoso, a prática de atividade física regular pode e deve ser recomendada às pacientes com diagnóstico de perda óssea na menopausa (mesmo pacientes mais novas na menopausa precoce)

Os exercícios e alongamentos dos treinos ajudam a fortalecer os ossos e a prevenir lesões, portanto, consulte seu (a) médico (a) sobre essa alternativa.

Alimentação saudável

Mudanças nos hábitos alimentares também são extremamente necessários. Além de aumentar o consumo de cálcio, deve-se acrescentar nas refeições alimentos que ajudem no processo de absorção de cálcio pelo organismo, como a vitamina D por meio de exposição solar.

Como prevenir a perda óssea na menopausa?

Infelizmente, a perda óssea na menopausa é um processo natural e que não pode ser 100% impedida. Contudo, alguns hábitos podem ajudar a diminuir a gravidade da condição.

Uma vida ativa, com a prática de atividade física, no mínimo, 3 vezes por semana, e uma alimentação rica e saudável, com cálcio e vitamina D, são algumas das formas de evitar complicações mais graves.

Além disso, uma vida livre do alcoolismo e do tabagismo e visitas regulares ao médico diminuem e muito as chances de quadros agravados da perda óssea na menopausa.

A menopausa traz consequências indesejáveis, influenciando no cotidiano e nos relacionamentos familiares, sociais, no sexo e na carreira profissional.

Portanto, apesar de ser uma complicação, é possível diminuir sua gravidade com hábitos simples ao longo da vida e, independentemente de ter ou não sintomas, precisa de acompanhamento especializado com sua médica.

Comments
  • Carina
    Responder

    Olá Dra. Fernanda torras adorei o seu conteúdo!

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