17 dúvidas o Câncer de Mama

 Em cancer de mama, mastologia

Câncer de Mama : sintomas e tratamentos.

O Câncer de Mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

A atenção das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce dessa doença.

Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor tratamento!

Clínica especializada em Saúda da Mulher no Climatério e Menopausa

Confira neste artigo:

  • Tratamentos do Câncer de mama
  • Sintomas do Câncer de mama
  • Diagnóstico do Câncer de mama
  • Outubro Rosa
  • Vida sexual e câncer de mama
  • Fatores de Risco
  • Formas de Prevenção
  • Acompanhamento Profissional
  • Chances de Curso do C.A de mama
  • Amamentação de cancer de mama
  • Silicone e câncer de mama
  • Homens trans e cancer de mama
  • Mulheres trans e cancer de mama
    e mais

Quais as formas de diagnóstico do câncer de mama?

O câncer de mama pode ser diagnosticado por meio de alteração palpável na mama, como nódulos, espessamentos ou retrações (nos casos de autoexame, percebido pela própria mulher, ou em exame clínico em consultório médico), por meio de alteração de imagem de rotina (microcalcificações, nódulos ou distorções encontradas a mamografia de rotina, ou ultrassonografia), por meio de descarga papilar patológica sanguinolenta ou transparente (nos casos onde não há indícios de nódulos, mas nota-se presença de secreção pelo mamilo) ou por alterações na pele (casos de carcinoma inflamatório da mama, que manifesta-se com aspecto de inflamação mamária).

Quais são os tratamentos do Câncer de mama?

De acordo com o tipo tumoral e com o estadiamento / extensão da doença, a escolha de tratamentos e sequência dos mesmos pode ser alterada. São as terapias usadas:

  • Cirurgia conservadora ou mastectomia
  • Quimioterapia
  • Radioterapia
  • Hormonioterapia

Qual a importância da campanha “Outubro Rosa”?

Acho incrível, bastante difundida e conhecida entre as mulheres, a Campanha Outubro Rosa fez deste mês, lembrete e grande procura para exames e conhecimento sobre a doença. O Câncer de mama tem chances de cura de 95% com o diagnóstico precoce da doença, e o Outubro Rosa contribui para o diagnóstico precoce.

Principais Sintomas do Câncer de mama

O câncer de mama pode ser totalmente assintomático, sendo descoberto em exames de rotina, assim como apresentar sinais clínicos, sendo os mais frequentes:

  • Nódulo palpável em mama ou axila, endurecimento ou retrações da mama;
  • Saída de secreção hemorrágica-vermelha ou transparente pelo mamilo, unilateral;
  • Alterações das aréolas, geralmente unilateral, que tornam-se avermelhadas e descamativas e
  • Alterações da pele da mama, que aparenta textura de casca de laranja, ou inflamação.

Fatores de Risco

Existem fatores hereditários (10% dos casos de câncer de mama são relacionados a mutações genéticas hereditárias), fatores individuais (menopausa tardia, não gestar e não amamentar, alta densidade mamária, Radioterapia prévia de tórax) e comportamentais para o Câncer de mama (tabagismo e ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade, inatividade física e exposição à radiação ionizante).

Formas de prevenção do C.A de mama

Entre os fatores modificáveis, para prevenção e redução de riscos, temos:

  • Manter peso saudável, principalmente após menopausa;
  • Alimentação saudável, rica em frutas e legumes;
  • Combate ao tabagismo e etilismo;
  • Atividade física regular;
  • Amamentação continuada (acima de 1 ano);
  • Planejamento para uso de Anticoncepcionais  (estudos correlacionam maior risco de Câncer de mama com o uso prolongado dos métodos hormonais para contracepção, acima de 10 anos de uso. O risco reduz após retirada do método. Portanto, realizar um plano de contracepção ao longo da vida reprodutiva, podendo intercalar o método hormonal com uso de DIU) e
  • Terapia de Reposição Hormonal pós menopausa  (a terapia hormonal combinada está associada ao aumento do risco de Câncer de mama, após 2 anos de uso), usar somente em casos selecionados!

Acompanhamento Profissional

Importância de uma ginecologista e mastologista no diagnóstico e prevenção da doença

O rastreamento das mulheres de baixo risco para Câncer de mama (ausência de casos em familiares, ausência de fatores de Risco pessoais), deve ser realizado anualmente por Ginecologista, por meio de exames clínico e imagem.

O rastreamento mamográfico nesta população de baixo risco tem início aos 40 anos, e para a ausência de achados patológicos, pode seguir com o Ginecologista.

Já o Mastologia deve ser procurado pelas mulheres de alto Risco familiar (familiares de 1 grau com Câncer de mama ou Ovário ou múltiplos tumores malignos na família), Alto Risco pessoal (ex: lesões prévias indicadoras de Risco, mulheres com alta densidade mamária que limita o correto rastreamento habitual), ou presença de sintomas suspeitos ou alterações nos exames de rotina. A partir daí, o Mastologista será o mais indicado para solicitar biópsia, aprofundar a investigação e excluir doença maligna, assim como individualizar a frequência de retornos e exames preventivos.

O câncer de mama pode ter fatores de hereditariedade?

10 % dos tumores malignos de mama apresentam hereditariedade por mutações genéticas.

Nos outros casos, a tendência pode ser adquirida como padrão familiar (mamas de alta densidade pós menopausa, tendência familiar a tumores em geral) ou tumores esporádicos.

Quais as chances de cura do câncer de mama?

Em geral, as taxas de cura chegam a 95%, quando diagnostico precoce da doença.

Por que a amamentação ajuda na prevenção ao câncer de mama?

A amamentação previne o câncer de mama pois durante o processo de aleitamento, as células dos ductos mamários sofrem maturação e ficam então mais protegidas para alterações celulares que levam ao câncer de mama.

Além desta maturação dos ductos, durante a fase de aleitamento a mulher fica sob escassez do hormônio estrogênio que é um fator associado ao câncer de mama hormonal.

Existe relação entre o Câncer de mama e próteses de Silicone?

Não, não existe risco aumentado para câncer mamário em mulheres com prótese. Alguns estudos relacionam um tipo de linfoma específico (que não é o conhecido câncer de mama) com o uso de próteses texturizadas, porém a incidência é extremamente baixa.

Tenho prótese e descobri um tumor. O silicone atrapalha?

Não. Inclusive, algumas pacientes com câncer de mama passam primeiro por uma cirurgia, com a reconstrução imediata com prótese, e – dessa forma – dão seguimento ao tratamento.

Preciso trocar a prótese após a cirurgia estética?

Depende! Cada caso deve ser avaliado com exame clínico e de imagem ano a ano. A princípio não há necessidade de troca com as próteses atuais, exceto se ruptura da cápsula da prótese e danos na prótese.

Silicone atrapalha nos exames de Câncer de mama?

Não. Existem várias manobras para deslocamento da prótese e perfeita visualização de toda a mama e possíveis lesões.

Mulheres trans têm mais risco de desenvolver câncer de mama que homens cisgênero? Por que?

Estudos ainda inconclusivos. Devido a hormônio terapia usada, com altos níveis de estrogênio (hormônio feminino), hormônio responsável pela hipertrofia dos ductos e lóbulos mamários, onde surge o câncer de mama, teoricamente e seguindo o observado em mulheres com maior exposição a estrogênios, o risco para mutações genéticas neste tecido e Câncer de Mama estaria aumentado nas mulheres trans. Porém, os últimos estudos publicados mostram risco muito similar ao homem cis.

Transexuais

Existe alguma orientação específica de prevenção do câncer de mama para homens trasn e mulheres trans?

Mulheres Trans :

A realização de exame clínico de rotina, Ultrassonografia de Mamas e\ou Mamografia periódica em mulheres trans deve ser incentivada para detecção precoce de Câncer de Mama.

Homens trans :

Quando submetidos a mastectomia bilateral, a realização de autoexame para detecção de alterações deve ser incentivada, assim como consultas periódicas se risco genético hereditário identificado. A realização de mamografia fica tecnicamente prejudicada pelo escasso tecido mamário, mas ultrassonografia pode ser realizada.

Já em homens trans não submetidos a mastectomia, a realização de exame clínico periódico e mamografia após os 40 anos de idade é recomendada.

Homens trans que passam pela mastectomia anulam as chances de risco de câncer de mama?

Homens trans que passam pela mastectomia reduzem muito os riscos de Câncer de Mama, porém, não anulam, principalmente se há uma mutação genética de alto risco para o Carcinoma de mama. Risco residual, apesar de mínimo, ocorre pois há tecido mamário em prolongamentos axilares e pode haver risco de Câncer no subcutâneo preservado.

Câncer de mama afeta a vida sexual?

O câncer de mama pode causar depressão, abalar a autoestima, reduzir a libido sexual, assim como interferir no relacionamento com o parceiro.

O tratamento pode causar uma diminuição nos níveis dos hormônios estrogênio, progesterona e testosterona, fazendo com que as mulheres percam o desejo sexual e tenham queixas como secura vaginal, desconforto e dor durante o sexo.

Hoje, podemos usar terapias de energia, como o LASER VAGINAL, para aquelas que não podem usar terapia hormonal local ou sistêmica (o estrogênio aumenta o risco de recorrência do câncer de mama) e quem sofre com a baixa produção do hormônio.

Mulheres que receberam quimioterapia ou têm histórico de câncer de mama são elegíveis para receber laser para rejuvenescimento vaginal.

Embora os tratamentos mais comuns comecem com lubrificantes e hidratantes íntimos, na maioria dos casos eles não aliviam o desconforto de forma satisfatória.

Portanto, é necessário recorrer Terapia de reposição hormonal feminina ou Laser de CO2 íntimo quando contraindicação a utilização de hormônio.

Existe vida sexual durante e depois do tratamento do câncer de mama!

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