Emagrecer na menopausa

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Uma das consequências mais comuns da menopausa é a dificuldade para emagrecer. Muitas mulheres que estão nessa fase relatam um aumento da gordura corporal e percebem que não conseguem mais voltar ao peso desejado com a mesma facilidade de antes. Isso pode gerar problemas de saúde associados ao sobrepeso, além de impactar diretamente na autoestima e na qualidade de vida dessa mulher.

Mas afinal, por que é tão difícil emagrecer na menopausa? Como contornar esse problema? É sobre isso que vamos falar hoje!

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EMAGRECER NA MENOPAUSA

por que é tão difícil e como perder peso?

Menopausa: entenda o que acontece com o seu corpo

Antes de falar propriamente sobre a dificuldade de perder peso e como resolver isso, é preciso entender de que forma a menopausa promove mudanças no organismo feminino.

Conhecimento é poder: uma mulher que entende de fato o que acontece com seu corpo nos diferentes estágios que atravessa, tem muito mais propriedade para buscar a solução adequada.

O que é a menopausa?

Chamamos de menopausa a última menstruação da mulher, que ocorre normalmente entre os 45 e os 55 anos de idade. As mulheres já nascem com todo o seu estoque de óvulos armazenado nos ovários. A partir da puberdade, esses óvulos são liberados mês a mês por meio da menstruação (desde que não haja fecundação). Mas a mulher não produz novos óvulos. Por isso, quando esse estoque acaba, a menstruação também é interrompida.

O climatério é a fase que se instaura antes e depois da menopausa e se divide em períodos:

  1. Pré-menopausa: é marcada pela redução da fertilidade, entre os 35 e os 40 anos de idade. Aqui, já temos uma diminuição na produção dos hormônios estrogênio e progesterona, porém, ainda é sutil e não acarreta sintomas significativos para a maioria das mulheres.
  2. Perimenopausa: é o período em que a mulher entra na transição para a menopausa, comumente entre os 45 e os 50 anos. A menstruação ainda não foi totalmente interrompida, mas já apresenta irregularidades. Também há um desequilíbrio nas taxas de estrogênio, que podem ficar, inclusive, acima do normal.É nesta fase que muitas mulheres relatam sintomas como as ondas de calor, mudanças de humor, suor excessivo, entre outros. A perimenopausa pode começar cerca de dois anos antes da última menstruação e se estender até um ano depois.
  3. Menopausa: como mencionado, a menopausa em si é o nome da última menstruação. Mas isso só pode ser determinado um ano depois da sua ocorrência, justamente pelas irregularidades menstruais que acontecem nesse período. Esse tempo de um ano é importante para se certificar de que a menstruação realmente foi a última.
  4. Pós-menopausa: depois da última menstruação, temos uma queda significativa na produção de estrogênio, o que traz sintomas como a incontinência urinária, secura intima, ressecamento vaginal, diminuição da libido e o ganho de peso acompanhado pela dificuldade no emagrecimento.

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Por que a menopausa dificulta o emagrecimento?

Vamos começar pelo ganho de peso na menopausa, para depois falar sobre a dificuldade para emagrecer.

O estrogênio é um hormônio feminino que atua diretamente no ciclo menstrual. Ele auxilia no desenvolvimento do sistema reprodutor, no amadurecimento do óvulo e no próprio processo de fecundação. Durante a gravidez, ele continua sendo essencial e sua produção aumenta significativamente: o estrogênio é o responsável pelo crescimento da camada uterina e pelo aumento da circulação sanguínea da mãe para atender às necessidades do bebê.

Quando chega a menopausa, o corpo entende que não vai haver uma nova gestação, assim, os ovários reduzem drasticamente a produção de estrogênio. Por consequência, as células de gordura assumem para si a função de produzir esse hormônio em busca de equilibrar o organismo. Por sua vez, o corpo entende que precisa fabricar mais células de gordura para cumprir esse papel.

Outro ponto importante é que o estrogênio estimula a distribuição da gordura corporal na região das coxas e quadril. Assim, com a sua redução, a mulher passa a acumular uma quantidade maior de gordura no abdômen, podendo ter uma alteração no seu biótipo.

E por que é difícil emagrecer na menopausa?

Já entendemos a dinâmica que favorece o ganho de peso nessa fase da vida. Mas por que é tão difícil perder essa gordura excedente?

A menopausa coincide com um período de perda de massa muscular. Esse processo já começa naturalmente por volta dos 30 anos de idade e se agrava pelas alterações hormonais que vêm depois. Quanto menor o índice de massa muscular, mais lento é o metabolismo, o que significa que o corpo elimina menos calorias para executar as mesmas tarefas de antes. Com um gasto calórico mais baixo, a dificuldade para emagrecer acaba sendo inevitável.

Além disso, para algumas mulheres, as mudanças hormonais também implicam na redução da energia: sentem-se menos dispostas a se movimentar e acabam adotando uma rotina mais sedentária. Esse é um fator que torna ainda mais difícil a missão de perder peso.

E embora a menopausa tenha um mecanismo universal, ela se manifesta de maneiras diferentes em cada mulher e isso também precisa ser considerado. A queda de estrogênio pode trazer as mais diversas consequências físicas, psicológicas e emocionais. Direta ou indiretamente, tudo isso pode ter impacto no emagrecimento.

Existem muitas mulheres que desenvolvem transtornos como a depressão após a menopausa. Nesses casos, a motivação para se exercitar, para buscar uma vida mais saudável e se sentir bem com a própria imagem entra em decadência.

Portanto, para entender o porquê a mulher não consegue perder peso nessa fase, precisamos ter um olhar mais amplo em relação a ela.

É possível emagrecer na menopausa? Como?

Embora existam todos esses obstáculos e fatores que dificultam a perda de peso, a boa notícia é que ela é possível.

Reposição hormonal

O acúmulo de gordura não é a única consequência da queda do estrogênio que tem impacto sobre a qualidade de vida da mulher. Esse desequilíbrio hormonal também é o protagonista das oscilações de humor, ansiedade, sudorese, ondas de calor e tantos outros sintomas que tornam a rotina feminina tão difícil na menopausa.

Com a reposição hormonal na menopausa, conseguimos repor os níveis de estrogênio, sublimando todos esses sintomas (e ainda evitamos que as células de gordura tendem assumir esse papel) e ajudando a mulher a manter o seu peso sob controle de maneira mais tranquila.

Além disso, esse tipo de procedimento também auxilia na recuperação da libido, melhora da memória, na distribuição da gordura pelo corpo (evitando que ela se acumule na região do abdômen), fortalecimento dos ossos, melhora no aspecto da pele e dos cabelos, entre uma série de outros benefícios.

É claro que, como qualquer outro protocolo, a reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres. E, mesmo quando é indicada, não deve ser conduzida da mesma forma para todas as pacientes. O ponto de partida sempre é uma avaliação individual e cuidadosa, para entender se essa reposição é realmente a melhor estratégia e como ela precisa ser realizada para trazer os resultados esperados.

Por isso é tão importante que a mulher busque uma especialista de confiança. Por aqui, somos referência na saúde da mulher 40+ e temos as ferramentas necessárias para ajudá-la a fazer dessa a melhor fase da sua vida, aproveitando os benefícios da maturidade.

Alimentação saudável

Também é muito recomendado que na fase da menopausa a mulher ajuste a sua alimentação com o objetivo de controlar o peso. Para isso, entra em cena a nutricionista, que vai elaborar um plano alimentar considerando todas as variáveis: o estágio em que a paciente se encontra, suas particularidades, rotinas, hábitos de vida e outros fatores.

Resumidamente, é preciso reduzir o consumo de alimentos industrializados, açúcar, carboidratos refinados e aumentar a ingestão de fibras, proteínas, carboidratos de baixo índice glicêmico e assim por diante. Esse plano alimentar não vai ser focado apenas na perda de gordura, mas também no aumento da massa magra e precisa ser pensado em conjunto com a atividade física que a mulher vai realizar.

Além de ser imprescindível no controle de peso, a mudança de hábitos alimentares ajuda as mulheres a se sentirem mais dispostas e com energia, o que é um desafio nesse período.

Exercício físico

Se você é jovem, tem por volta de 30 anos e ainda nem está se preocupando com a chegada da menopausa, atenção a esse conselho: comece a fazer um exercício que ajude no desenvolvimento muscular desde já!

Como dissemos anteriormente, a perda de massa magra é um dos elementos que levam ao ganho de peso na menopausa. Se você tem uma rotina de exercício físico focado no aumento dessa massa, consegue contrabalancear essa dinâmica.

Além disso, é muito importante que as mulheres na menopausa se dediquem a um exercício físico com regularidade. Ele vai aumentar o gasto calórico e, por consequência, auxiliar na perda de peso.

Além disso, o exercício também melhora a densidade óssea, prevenindo a osteoporose, outra consequência possível da menopausa.

Mas como escolher a melhor opção? O mais importante é colocar o corpo em movimento. Se você nunca teve o hábito de se exercitar, experimente diferentes modalidades, escolha algo que seja possível encaixar na rotina. E o mais importante: não se deixe depender da motivação para virar essa chave. Encare o exercício como um remédio!

Trabalhe a mudança da mentalidade

Muitas mulheres sofrem por anos na menopausa sem conseguir chegar ao peso ideal em consequência da mentalidade. Ficamos apegadas à ideia de que, antes, era possível emagrecer com facilidade, de que a juventude ajudava no controle do peso, nos questionando sobre os motivos pelos quais estamos passando por essa transição.

Quanto antes a mulher consegue internalizar essa ideia de que o seu organismo mudou, de que isso é natural e faz parte do ciclo da vida e de que, agora, precisa adotar medidas diferentes para manter a saúde e a autoestima em dia, melhor. O ponto aqui é deixar de ver a menopausa como uma vilã e de embutir uma carga tão negativa no envelhecimento feminino.

Mas como fazer isso? A terapia pode ser sempre um bom caminho. Afinal, são tantas mudanças físicas e emocionais ao mesmo tempo em que pode ocorrer até uma perda da identidade.

Até porque a menopausa muitas vezes coincide com outras etapas sensíveis da vida, como a saída dos filhos de casa, por exemplo. Investir nesse processo de autoconhecimento e se redescobrir pode ser incrível.

Outra dica é fazer o exercício diário de olhar para tudo de bom que esse amadurecimento traz. Talvez, hoje, você esteja muito mais estável financeiramente falando do que quando era jovem e isso traz uma tranquilidade.

Talvez, se sinta mais à vontade com seus pontos positivos e negativos, o que a deixa mais segura de si e das suas qualidades. Talvez, a sua rotina já não seja tão tumultuada como há alguns anos, lhe possibilitando ter momentos de tranquilidade. Olhe com carinho para tudo de bom que essa nova etapa tem lhe trazido!

Quando essa mudança na mente acontece, a mulher se sente muito mais motivada para adotar os outros hábitos que vão fazer a diferença: buscar a terapia de reposição hormonal e se comprometer com o tratamento, melhorar a alimentação, se exercitar, entre outros.

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Busque sempre bons profissionais

Seja para emagrecer ou para enfrentar os outros sintomas desconfortáveis da menopausa, a orientação profissional é tudo. Existe muita informação facilmente disponível hoje em dia, mas isso também multiplica a informação de má qualidade. Busque sempre ter ao seu lado bons especialistas.

A mulher na menopausa deve fazer acompanhamento especializado com ginecologista, endocrinologista, nutricionista menopausa, uroginecologista e outros profissionais dependendo das suas necessidades. E é isso que vai trazer os melhores direcionamentos e garantir que você tenha sempre um espaço seguro para tirar as suas dúvidas e conhecer as melhores condutas.

Torne-se protagonista do seu processo de amadurecimento e com certeza você vai encará-lo com muito mais tranquilidade.

Lembre-se: você vai passar pela menopausa de qualquer forma, não há maneira de evitar isso. Porém, pode escolher como isso vai acontecer. Será sempre com receio dos sintomas e tentando jogá-los embaixo do tapete ou usando as ferramentas que estão disponíveis para não permitir que isso impacte na sua qualidade de vida? A escolha é sua!

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Dra Fernanda Torras :: especializada em Menopausa

A doutora Fernanda Torras é referência no tratamento das mulheres na Menopausa e Climatério em São Paulo.

Formado há mais de 15 anos, se especializou em Ginecologia e pós-graduada em Mastologia.

Clínica localizada no bairro Campo Belo em SP.

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