
Frequentemente chamado de chip da menopausa, funciona como um tipo de terapia hormonal por proporcionar alívio de sintomas e outros benefícios.
A maioria das mulheres entende desde cedo que a menopausa chegará, sendo uma fase natural da vida, que pode ser marcada por mudanças hormonais acompanhadas de sintomas que costumam impactar o bem-estar feminino. Assim, o implante hormonal na menopausa surge como uma alternativa moderna para auxiliar no controle hormonal e proporcionar qualidade de vida.
O implante hormonal na menopausa tem ganhado destaque justamente por oferecer uma liberação contínua de hormônios, ajudando no equilíbrio hormonal de maneira prática e eficaz.
No entanto, o tratamento deve sempre ser indicado por um especialista, após avaliação clínica detalhada e exames específicos.
Índice
O que é o implante hormonal “chip da menopausa”?
Também conhecido como “chip da menopausa”, é um implante hormonal colocado na parte interna da pele, geralmente composto por gestrinona, uma substância com ação androgênica, e utilizado para auxiliar no tratamento dos sintomas relacionados à queda hormonal feminina.
O chip não tem componentes eletrônicos, sendo um pequeno dispositivo, de aproximadamente 1 centímetro, inserido sob a pele, geralmente na região glútea ou abdominal, responsável pela liberação gradual de hormônios ao longo dos meses.
Entre as substâncias que podem ser liberadas estão: gestrinona, testosterona, estradiol, nestorone e acetato de nomegestrol, dependendo das necessidades de cada paciente.
O objetivo principal é equilibrar os hormônios, reduzindo oscilações que resultam em desconfortos físicos e emocionais durante o climatério e a menopausa.
Entre os principais motivos que levam mulheres 40+ a procurarem esse tratamento estão:
- Ondas de calor frequentes;
- Queda da libido;
- Alterações de humor;
- Insônia;
- Cansaço excessivo;
- Ressecamento vaginal;
- Dificuldade para emagrecer;
- Perda de massa muscular.
Quando o implante hormonal é indicado na menopausa?
É mais indicado em casos de hormônios desregulados que necessitem de uma terapia mais contínua e individualizada. A indicação, claro, depende de avaliação médica completa.
Em muitos casos, o tratamento é recomendado para mulheres mais maduras que sofrem com calorões intensos, baixa libido, perda de energia, alterações emocionais e sintomas íntimos que comprometem a vida sexual e o bem-estar geral.
O implante hormonal na menopausa também pode ser considerado uma alternativa interessante para pacientes com dificuldade de adaptação a comprimidos ou géis hormonais, uma vez que o implante libera hormônios gradualmente, evitando alterações mais bruscas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 75% das mulheres apresentam sintomas moderados ou intensos durante a menopausa, enquanto aproximadamente 25% relatam impactos significativos na rotina, no relacionamento e no desempenho profissional.
Outros estudos apontam que aproximadamente 60% das mulheres na menopausa apresentam impacto significativo na qualidade do sono e cerca de 40% relatam redução importante da libido.
Como funciona a aplicação do implante hormonal na menopausa?
A aplicação é simples, rápida e minimamente invasiva, além de poder ser feita em consultório médico. Após uma leve anestesia local, o implante é inserido sob a pele por meio de uma pequena incisão, geralmente sem necessidade de pontos e em poucos minutos.
A paciente retorna rapidamente às atividades do dia a dia. A absorção hormonal ocorre de maneira contínua e controlada, contribuindo para maior estabilidade hormonal ao longo do tratamento.
Quais os benefícios do implante hormonal na menopausa?
O implante hormonal na menopausa tem diversos benefícios para a saúde física, emocional e íntima da mulher madura. Além disso, uma vez inserido, o implante funciona por um longo período evitando a necessidade de algum tipo de cuidado diário.
Alívio dos sintomas
Talvez o maior benefício do implante hormonal na menopausa seja a redução dos sintomas clássicos do climatério, principalmente ondas de calor, suor noturno, irritabilidade e fadiga constante.
Proteção óssea
A queda hormonal na menopausa acelera a perda de massa óssea, e isso aumenta consideravelmente o risco de condições como osteoporose e fraturas. Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) indicam que mulheres podem perder até 20% da densidade óssea logo nos primeiros anos após a menopausa.
O lado bom é que o implante hormonal na menopausa pode auxiliar na preservação óssea quando indicado adequadamente, contribuindo para manutenção da saúde óssea e prevenção de complicações futuras.
Melhora da libido
Um dos desconfortos principais é quando a redução hormonal atinge diretamente a libido feminina, já que pode provocar desconforto durante as relações devido ao ressecamento vaginal e à perda de elasticidade íntima.
A boa notícia é que pacientes relatam melhora da libido após o início do implante hormonal na menopausa, além de aumento da disposição física e melhora da autoestima.
Melhora do humor e da qualidade de vida
As oscilações hormonais também afetam neurotransmissores ligados ao bem-estar emocional, desencadeando irritabilidade, ansiedade e alterações de humor.
O equilíbrio proporcionado pelo implante hormonal na menopausa tem capacidade de contribuir para maior estabilidade emocional, com melhora da concentração e sensação de bem-estar geral.
Quanto tempo dura um implante hormonal na menopausa?
Varia, indo de acordo com alguns fatores, como o tipo de hormônio utilizado, metabolismo da paciente e objetivos do tratamento. Em média, os implantes podem ter efeito entre quatro e seis meses, embora alguns modelos apresentem duração maior. Durante o período, a paciente realiza acompanhamento médico periódico para monitorar sintomas, níveis hormonais e resposta ao tratamento, facilitando ajustes quando necessário.
É importante considerar que o acompanhamento regular é fundamental para garantir o sucesso do tratamento hormonal.
Existem riscos no uso de implantes subcutâneos?
Assim como qualquer terapia hormonal, o implante hormonal na menopausa pode ter riscos e efeitos colaterais, aumentados significativamente quando a técnica é utilizada sem avaliação médica adequada.
Entre os possíveis efeitos estão:
- Retenção de líquido;
- Acne;
- Alterações menstruais;
- Aumento da oleosidade da pele;
- Alterações hormonais relacionadas à dosagem inadequada.
Por isso, reforçamos que o tratamento nunca deve ser realizado sem supervisão especializada.
Qual o valor do tratamento dos sintomas da menopausa com implante hormonal?
O valor acaba sendo variado, porque o implante hormonal na menopausa é cobrado conforme o tipo de hormônio utilizado, quantidade de implantes, exames necessários e duração do tratamento.
Lembre-se: mais do que buscar apenas preço, a mulher madura deve priorizar qualidade, experiência profissional e individualização do tratamento hormonal.
Contraindicações da reposição com implante hormonal na menopausa
O procedimento não funciona para todas as pacientes. Mulheres com histórico de câncer hormônio-dependente, trombose, doenças hepáticas graves ou alterações cardiovasculares importantes precisam de avaliação criteriosa antes de iniciar qualquer terapia hormonal. Além disso, o tratamento deve ser evitado em casos de sangramento uterino sem diagnóstico definido ou outras condições clínicas que aumentem riscos relacionados aos hormônios.
Dra. Fernanda Torras: especialista em implante hormonal na menopausa
Conforme enfatizado no conteúdo, não é apenas sobre ir a um consultório e inserir um implante hormonal. Há a necessidade de um cuidado com o suporte de uma profissional especializada e experiente no assunto, como é o caso da nossa Dra. Fernanda Torras. Ela atua com atendimento especializado à mulher madura, oferecendo tratamentos modernos e personalizados para menopausa, climatério e saúde íntima feminina.
De forma individual e cuidadosa, a Dra. vai avaliar a saúde geral da paciente antes de indicar o tratamento de implante hormonal correto.
Restou alguma dúvida? Entre em contato para agendar uma consulta.
Fontes:
Clínica Torras
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)
North American Menopause Society (NAMS)
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

